sexta-feira, 10 de abril de 2009

Frase celebre

"A educação desenvolve as faculdades, mas não as cria" (Voltaire)

Isto explica que as faculdades do homem já estão determinadas desde a sua concepção e que na verdade a educação dará o grande contributo para que essas mesmas faculdades se desenvolvam, daí ser tão importante que a educação seja cada vez mais flexivel no uso de seus curriculos de forma a abranger não um método único de ensino, mas um método que respeite as diferentes formas que o ser tem para adquirir conhecimento com o uso das suas faculdades.
No entanto questiono Voltaire, poderei não ter nascido com o dom da oratória, mas com a educação e o conhecimento que esta me transmite, poderei adquirir faculdades que me levem a discursar com exito. Não será isto possível?

5 perguntas sobre desenvolvimento

1 - De que forma a teoria da evolução contribuiu para o desenvolvimento do homem?
2 - de que forma a cultura tem contribuído para o desenvolvimento do homem e até que ponto o influencia como factor de mudança em sua personalidade?
3 - Será que o desenvolvimento do homem é afectado negativamente quando este se isola do mundo exterior de que faz parte?
4 - Porque a educação torna o homem num ser melhor?
5 - O homem sózinho nunca será completo, porque precisamos uns dos outros para que o desenvolvimento da sociedade aconteça?

O desenvolvimento do homem e a evolução

Começo por uma citação do próprio a qual escreveu em 1863, e que diz: "Quando nos detemos para analisar os pormenores, podemos provar que espécie alguma mudou.(isto é, não podemos provar que ouve mudança em nenhuma espécie); nem conseguimos provar que as supostas mudanças tenham sido benéficas, pois este é o fundamento da teoria.
Não podemos sequer explicar porque certas espécies se transformam e outras não." ("Darwin and the Darwinian Revolution", pág. 419, de Gertrude Himmelfarb. Garden City, NY: Dopubleday, 1959.)
Na minha perspectiva, imagino como seria se Darwin tivesse proibido o seu estudo de avançar como assunto cientifico, a verdade é que esta teoria foi logo abraçada por muitos cientistas e biologos da época, que certamente não aceitariam o seu retrocesso, e passaram a ter mais força sobre o assunto que o próprio Darwin, pois viram em sua teoria resposta ás curiosidades intelectuais e a perguntas como: - "de onde vim?" e "Como cheguei aqui?".
O homem com o seu orgulho, ao abraçar esta teoria percebeu que não tinha mais de se sentir tão dependente de Deus por este ser seu Criador, e esta teoria alimentou a ideia de que o homem não precisava de Deus para que existisse.
Após isto, até que ponto o homem tem evoluído?
Não podemos dizer que não evoluíu, na verdade continua a evoluir, quer intelectualmente, quer ao nível da ciência, novas descobertas continuam a ser feitas, na verdade o homem ainda não parou de se estudar a si mesmo como ser físico que é, daí sempre vão surgindo novas descobertas ao nível da saúde, da tecnologia, a nível cultural o homem tem cada vez maior cuidado em conhecer a cultura do outro, criando assim maior tolerãncia e compreensão sobre as diferenças, de forma que estas deixam de ser fronteiras mas os unem numa maior aceitação sobre o outro.
mas será só isto a evolução do homem?, tempo nunca se viu maior poder militar, mas ao mesmo tempo será que temos mais paz?; nunca se viu tanta facilidade em produzir mais alimentos, mas será que existe menos fome?; nunca se viu produção de tanta riqueza, mas existirá menos pobreza?; nunca se viu tanta democracia, mas será que as pessoas se sentem menos aprisionadas, mais livres?; existe melhor instrução, mas será que nos tornámos mais sábios?
Isto leva-me ao princípio, aquele princípio que o homem tem dificuldade em aceitar, por dizer que não pode ser comprovado cientificamente, e será que não?
Em Gênesis, fala que no início tudo era matéria, no fundo é isso que lemos, quando diz que a terra era sem forma e vazia, invisível. na verdade a criação foi idealizada e concebida através da energia, cá está o invisível que me leva a citar uma frase bíblica que diz: "Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hebreus 11:3, edição revista e corrigida de João Ferreira de Almeida, Editora Vida).
Isto me leva a concluir que existiu uma ordem divina.
Existe um facto histórico e comprovado cientificamente muito interessante. Quando Albert Einstein descobriu a relação entre a energia e a matéria, não terá esta descoberta confirmado a descrição da criação em Genêsis?.
A teoria da Relatividade descoberta por Eisntein na verdade existe desde o principio e acho tão interessante que até passo a descrever, Eisntein diz que a energia é igual á massa vezes a velocidade da luz ao quadrado (E=MC2). Na verdade nesta altura o homem começou a perceber melhor o que a Bíblia queria dizer com o haver luz antes de existir sol e lua, luz esta transcendente e que fazia o homem perceber que existia um fundamento, uma ligação divina que levava o homem a perceber que sua existência não começava só a partir do momento que o espermatozóide e o óvulo se juntavam, mas que mesmo antes desse acto, o Criador já tinha conhecimento de sua futura existência, tal como diz o salmista "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia" (Salmo 139:16, edição revista e corrigida de João Ferreira de Almeida, Editora Vida).
Tudo isto me fala do desenvolvimento do homem, ou seja, a sua essência como homem começa aqui, na compreensão de que, para que ele exista foi preciso haver um Criador ao qual ainda hoje está ligado, no entanto foi criado com vontade própria, (livre arbitrio), sendo assim livre de aceitar Deus como seu Criador ou não.
É certo que a teoria da evolução desviou o homem desta primeira ligação com o Criador, mas vejo que é neste saber que o homem se completa, é neste saber que eu percebo o homem no seu todo como um ser físico, psiquico e espiritual, é aqui que percebo porque tenho corpo, alma e espírito. É aqui que percebo porque sou diferente de outros animais.
É sabido que o desenvolvimento do homem tem à patida informações genéticas e que são a base para o seu desenvolvimento, que designam se será muito alto ou não, se terá cabelo claro ou escuro, etc., no entanto será o afecto, o amor, o cuidado da família, que o vão ensinar e ajudar a juntar a essa informação genética uma outra, a cultural, a identitária, a dos valores, de quem ele é e do grupo de que faz parte. Hoje sabemos que o desenvolvimento do homem vai passando por várias fases e que estas não terminam na idade adulta no entanto, é na idade adulta que o homem tem bem presente suas capacidades, os valores porque se rege, e sózinho administra a sua independência, ainda assim nunca deixa de ir aprendendo e de ir revalidando o que pensa ter como adquirido, são as aprendizagens, as experiências boas e menos boas que vão formando o seu caracter, que vão moldando os pensamentos, as emoções e é aqui que a vida do homem e seu desenvolvimento não termina, ou seja, quando morremos nosso corpo físico volta ao pó, e é interessante notar que o Criador formou o homem do pó da terra, no entanto a alma (nossos pensamentos, emoções), não foram formados do pó, mas sim o Criador soprou do seu Espírito sobre o homem, e o homem passou a ter espírito(vida), daí que sou levada a dizer que o nosso desenvolvimento não termina com a morte fisica, sei que minha afirmação pode ser polémica, mas gosto de pensar que a minha vida continua após a morte, aliás creio nisso e por tal, o que sou agora se irá reflectir na minha vida após a morte.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Professor

No passado o Professor era olhado como aquele que sabe, e o único meio de transmissão do saber. Hoje, e principalmente com o uso das novas tecnologias, o professor tem vindo a perder o papel de, o único que sabe e transmite, mas mais o papel do que faz uso do conhecimento que tem para direccionar, orientar, no entanto deixou de ser o único a passar a informação. Com as novas tecnologias vejo o papel do professor como alguém que cresceu na forma de transmitir conhecimento, uma vez que esse deixou de ser o seu papel principal. O Professor reiventou-se, recriou-se como aquele que ensina o aluno a ir além da informação que tem disponível através das novas tecnologias, que leva o aluno a saber interpretá-las, criticá-las, que o leva a repensar conceitos, etc. E aqui acho que está o sucesso deste tipo de ensino à distãncia, não porque lida com alunos autonomos, mas porque tem professores dialogantes.
Encontrei num site sobre Educação à distãncia 6 items que acho fundamentais para que um programa de EaD seja bem sucedido, e passo a transcrever:
  1. Apresentação
  2. Apoio à motivação do aluno
  3. Estímulo à análise e à critica
  4. Aconselhamento e assistência
  5. Organização de pratica, aplicação, testagem e avaliação
  6. Organização para a construção do conhecimento por parte do aluno

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Distância Transaccional

Falar de distância transaccional, é falar de autonomia e estrutura, autonomia por parte do aluno, da sua independência, suporte e poder. Estrutura por parte do curso, seus objectivos, frequência e proximidade de comunicação. Vários estudos tem sido feitos sobre esta relação de autonomia/estrutura, uma delas a teoria criada por Moore e que diz o seguinte:
"A teoria da distância Transaccional serviu como ferramenta que pode ser usada para descrever cursos de educação à distância e programas para localizar alguém em realação a outro, no universo desses eventos. Ao mesmo tempo fornece um enquadramento em que investigadores podem localizar numerosas variáveis de estrutura, diálogo, e autonomia dos alunos, e depois colocar questões sobre as relações entre essas variáveis." (Moore & Kearsley, 1996, p. 211)
Concordo com Harasim quando diz que falta a fluidez na continuação de discussão, ou seja, a comunicação mais comum vista neste tipo de ensino à distância não vai além da clarificação de ideias ou clarificação de dúvidas. É certo que neste tipo de ensino tem sido mais difícil perceber e estudar de que forma é possível levar os alunos a ir além da simples comunicação de diálogo informal e discussão de consolidação de ideias. É importante que se abra diálogo à construção de conhecimento, à colocação de sínteses que requerem propostas e conhecimentos que levem a uma nova construção de ideias e aplicações.
Não acho que seja impossível de se alcançar tal nível de comunicação entre alunos/alunos e alunos/professor, no entanto, por parte do aluno é certo que requer uma maior predisposição para esse tipo de diálogo e certamente que um outro tipo de conteúdos que percebam essa via de pensamento ou raciocínio. Quando os conteúdos não tiram conclusões de outros autores, mas apenas ideias que levam ao diálogo construtivo e até de construção de novos conceitos, creio que já é um caminhar para uma distância transaccional pequena com elevado diálogo, tal como observou Moore. E não é preciso muito mais, na minha opinião, ao nível de estrutura ou uso de outros meios tecnológicos, apesar de não haver contacto fisíco, esta falta torna-se diminuta quando temos um professor que mostra interesse e presença constante, que interage de forma dinâmica, que mostra preocupação e de certa forma em seu diálogo sentimentos motivadores, positivos para com os alunos, criando sempre entre eles discussões com objectivo, com dinâmica.

domingo, 16 de novembro de 2008

Considerações sobre comunidade online


Segundo Vygotsky, a inteligência humana origina-se de em nossa sociedade ou cultura, e o ganho individual cognitivo ocorre primeiramente através de processos de aprendizagem inter-pessoais (interação com o ambiente social) do que intra-pessoal (internalização). Neste sentido Filho [8], explica melhor o que vem a ser construtivismo social ou sócio-construtivismo, aplicado no Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle:
"...O Construtivismo Social tem como fundamento teórico a visão da aprendizagem como processo dinâmico. A aprendizagem é vista como uma atividade de elaboração conceitual em um ambiente caracterizado pela interação social. O Construtivismo Social é uma epistemologia, ou modo de saber, em que o novo conhecimento é construído através da colaboração recíproca, especialmente em um contexto de intercâmbio de experiências pessoais... Um elemento central para a colaboração recíproca é o desenvolvimento de competências de comunicação, ou seja, a habilidade de participar nas discussões com colegas e tutores em modo construtivo. As discussões devem ser orientadas à compreensão mútua e a atividades de reflexão crítica..."

wiki.sintectus.com/pub/EaD/AvaliacaoComoMotiv...